A Quiropraxia é segura, eficaz e indicada para grande parte da população. Porém, como qualquer intervenção séria na coluna e no sistema nervoso, existem casos em que o ajuste não é recomendado — seja temporariamente ou de forma definitiva. Esses casos são chamados de contraindicações (relativas ou absolutas).
Saber isso não afasta ninguém da Quiropraxia; pelo contrário: mostra profissionalismo, responsabilidade e o compromisso com a saúde do paciente.
As contraindicações relativas são situações nas quais a Quiropraxia pode, sim, ser aplicada, mas com cautela, técnicas específicas e adaptação do atendimento. Elas exigem análise minuciosa e podem mudar conforme evolução clínica do paciente.
Basicamente, são condições que precisam de atenção redobrada para garantir que o ajuste não gere risco ou desconforto.
Alguns exemplos comuns são:
Osteopenia ou osteoporose leve
Artroses avançadas
Hérnias extrusas com sintomas ativos
Gravidez, especialmente em fases avançadas
Doenças inflamatórias ativas, como crises de artrite
Pós-operatório recente, em que os tecidos ainda estão frágeis
Tonturas e alterações vestibulares em investigação
Hipermobilidade ligamentar
Síndrome de Down, em região cervical
Nesses casos, o ajuste tradicional pode não ser a primeira escolha. O tratamento pode incluir ajustes com técnicas de baixa amplitude e alta precisão; mobilizações articulares suaves; instrumentos como Activator; trabalho muscular, liberações e orientações específicas e protocolos que priorizam estabilidade e segurança. Ou seja: não é proibido — é adaptado.
Agora, temos também as contraindicações absolutas: onde entram os casos em que a Quiropraxia não pode intervir, pois existe risco real ao paciente. São condições em que qualquer ajuste vertebral pode piorar o quadro ou colocar a vida do paciente em risco, como:
Fraturas em atividade
Instabilidades severas da coluna (como espondilolistese grau avançado)
Tumores, metástases ou câncer ósseo ativo
Infecções na coluna (discite, osteomielite)
Aneurismas importantes
Doenças que fragilizam gravemente a estrutura óssea
Síndromes neurológicas progressivas graves
Compressões medulares severas confirmadas por imagem
Nesses casos, a Quiropraxia perde a chance de ajudar porque o ajuste depende da integridade estrutural da coluna e do sistema nervoso.
Se a base está comprometida, qualquer manipulação pode gerar lesão, inflamação ou agravamento da condição. Nessas situações, o profissional ético encaminha o paciente imediatamente para o especialista adequado.
A avaliação é o filtro que identifica riscos, limitações, histórico de saúde, exames necessários, e se aquele corpo está apto a ser ajustado. Uma boa avaliação salva o paciente de riscos e garante que o tratamento seja seguro e eficiente. É aqui que tudo se decide.
É por isso que profissionais formados, capacitados e atualizados não “saem ajustando”. Primeiro entendem o corpo, depois tomam decisões.
A Quiropraxia não é uma técnica “para todo mundo, a qualquer momento”. É um cuidado sério da saúde, que exige formação, estudo e bom senso clínico. Quando aplicada corretamente, ela é extremamente segura. E quando existe contraindicação, o profissional deve saber identificá-la e orientar o paciente com clareza.
Na Aquila, cada paciente passa por uma avaliação detalhada para garantir o cuidado mais seguro, preciso e eficaz — sempre priorizando a saúde acima de qualquer procedimento.